terça-feira, 18 de agosto de 2015


Informática Aplicada à Educação


Informática tem se mostrado não apenas como um instrumento de ajuda no desenvolvimento de tarefas, mas sim como uma tendência mundial, que vem interferindo de maneira persistente em todas as áreas do conhecimento, bem como nos vários setores profissionais, sejam públicos ou privados.Direta ou indiretamente, todos fazem utilização de algum emprego no qual a tecnologia está sendo usada.
  Na maioria das vezes, quando se fala em Informática, uma primeira visão se limita à tecnologia, à automação, à comunicação de dados, entre outros. Este posicionamento excessivamente técnico foge ao verdadeiro alcance da Informática que pode ser um elemento importante para o progresso na educação.
  Cotidianamente, a informática vem adquirindo cada vez mais importância na vida das pessoas. Seu emprego já é visto como ferramenta de aprendizagem e sua atuação no ambiente social vêm aumentando de forma rápida entre os usuários.
  Aumenta o número de famílias que tem em suas residências um computador. Esta ferramenta está ajudando pais e filhos mostrando-lhes uma nova maneira de aprender e observar o mundo. Quando se aprende operar com o computador novos caminhos se abrem na vida da pessoa.
  Atualmente é possível achar um computador em muitos contextos: empresariais, acadêmicos, domiciliares, o computador chegou para inovar e tornar fácil a vida das pessoas. Não se pode mais evitar a realidade tecnológica. As instituições de ensino necessitam sofrer modificações frente a essa “nova tecnologia” e assim construir um ensino inovador que leve a pessoa a se sentir como um ser globalizado capaz de interagir e concorrer com igualdade na busca de seu sonho profissional.
  A educação por meio da tecnologia ainda é muito questionada. Muitas instituições de ensino no passado colocaram em seu currículo o ensino da informática com o motivo da modernidade. As duvidas eram grandes em relação a educadores e alunos. Que professores poderiam dar essas aulas? Inicialmente contrataram técnicos que tinham como encargo ensinar Informática. Outra dúvida pairava entre os educadores: O que ensinar nas aulas de informática?
  Depois de algum tempo, algumas instituições de ensino, vendo o potencial desse instrumento, introduziram a Informática educativa em seus currículos, que, além de motivar o contato com o computador tinha como finalidade o emprego dessa ferramenta como instrumento de apoio às matérias e aos conteúdos lecionados.
  Vivemos em mundo tecnológico, onde a Informática não pode ser enxergada como simplesmente “mais uma tecnologia”. É uma “nova tecnologia” que apresenta modificação pessoal, além de beneficiar a formação tecnológica imprescindível para o futuro profissional no mundo. Dessa maneira devemos perceber a Informática não como um instrumento neutro que utilizamos puramente para apresentar um conteúdo. Devemos ter a percepção que, quando a usamos como conhecimento, estamos sendo transformados por ela e nos modificamos em pessoas melhores.
  O computador tem promovido uma revolução na educação por causa de seu poder de “ensinar”. Há muitos meios de implantação de novas técnicas de ensino e contamos, atualmente, com o valor financeiro relativamente baixo para instalar e sustentar laboratórios de informática, cada vez mais exigido tanto por pais quanto por estudantes.
  O uso da informática na área da educação é mais complexo do que o uso de outro recurso didático conhecido até o hoje, sendo muito distinto em função da variedade dos recursos disponíveis. Com a informática, é possível se comunicar, pesquisar, criar desenhos, efetuar cálculos, simular fenômenos, e muito outras ações. Nenhum recurso didático possui tantas funções, além de ser o recurso tecnológico mais usado em todas as áreas do mercado de trabalho.
  Alguns que já utilizam com maior frequência a informática de algum modo na sala de aula indicam idéias positivas referentes à troca de experiências, tanto no uso do computador como quanto das atividades realizados pelos alunos. Percebem que o computador utilizado de forma contextualizada, pode ajudar nas situações problema, nas atividades e no acesso de informações. No entanto, muitos professores ainda perdem a oportunidade de trabalhar com esse recurso que pode tornar a sala de aula mais dinâmica e o aluno mais interessado (CARNEIRO 2002).
  Muitas instituições de ensino do Brasil já possuem um laboratório de informática com acesso à Internet, softwares educacionais e programas básicos (editores de texto, programas de edição de imagens e apresentações, planilhas de cálculo, etc). Contudo, basta ter os recursos? Como usa-los de forma a propiciar o desenvolvimento do aluno? Estas são apenas algumas questões apresentadas por educadores brasileiros.
  Inicialmente, temos que partir do princípio de que o computador é apenas um instrumento. Sozinho, não é capaz de apresentar avanços educacionais. Uma instituição de ensino que resolve usa-lo como recurso didático precisa de bons professores, preparados e treinados, para utilizar os recursos proporcionados por este sistema tecnológico de maneira significativa.
  Colocar qualquer software para os estudantes utilizarem não gera aprendizado. É importante que a instituição de ensino tenha um projeto pedagógico que abranja o uso do computador e seus recursos. O estudante não pode ser um simples digitador, mas sim, ser incentivado a produzir conhecimentos com a utilização do computador. Neste sentido, o educador deve atuar como um orientador do projeto que está sendo desenvolvido.
  A utilização da Internet também é um fato importante. De nada adianta solicitar para um estudante fazer uma pesquisa na Internet sem as devidas orientações. Incumbe ao educador lecionar os alunos para que estes não façam simples cópias de textos localizados em sites. Apenas copiando, os alunos não vão aprender. Os esclarecimentos devem ser no entendimento de como preparar uma pesquisa, como localizar sites confiáveis, como gerar conhecimentos com o material pesquisado, etc.
  Outra questão importante é o estímulo à criação. O aluno não deve ser colocado de maneira passiva diante do computador. Os instrumentos tecnológicos devem servir de base para a criação. Uma planilha de cálculos, por exemplo, pode ser utilizada para uma tarefa de Matemática com dados estatísticos, criando fórmulas e gerando gráficos. Um editor de textos pode ser utilizado para a criação de um jornal com notícias e informações sobre o conteúdo de uma disciplina. Um programa de apresentação (PowerPoint) apresenta muitas possibilidades na preparação de aulas com imagens, sons e outros elementos multimídia.
  O importante ao empregarmos recursos de informática na sala de aula, é não transformar a máquina na principal figura educacional. Educadores e alunos devem adotar a função de fundamentais personagens e usar criatividade, raciocínio e atitudes ativas para a fabricação do conhecimento. Apenas desta maneira, o estudante estará se preparando para o mercado de trabalho e para a vida.
por Eder Maia Lorenzo
Autor do Livro: “A Utilização das Redes Sociais na Educação”
Disponível em: Clube de Autores.
https://ederlorenzo.wordpress.com/2013/05/15/informatica-aplicada-a-educacao/

    Os alunos não são iguais...

Aquela ideia de classes homogêneas do professor falar do mesmo jeito em três turmas diferentes, ensinar a mesma coisa em turmas diferentes, isso é coisa do passado.Qualquer professor consciente,responsável, verdadeiro educador hoje, sabe que cada turma é diferente, cada pessoa é diferente, cada uma com o seu jeito de aprender cada uma com o seu jeito de lidar com o conhecimento, cada um tem as suas motivações, cada um tem as suas dificuldades, e a dislexia é apenas uma,apenas uma e nada mais do que isso, uma dificuldade no meio de tantas outras. então o olhar... o olhar do educador tem que ser como o olhar do pai, que tendo dois, quatro, ou cinco, ou dez filhos, ele sabe que cada um é de um jeito. Com um ele pode falar mais alto, com o outro ele tem que escolher as palavras, com um ele pode cobrar com veemência, o outro ele tem que seduzir, tem que cativar, o outro é mais agitado, o outro é mais calmo, um é mais tímido, enfim, o pai quer o melhor para todos e nem por isso ele senta todos na cadeira e dá aulas de vida, e exige as mesmas coisas nos mesmos prazos, ele quer que todos cheguem lá, que todos sejam felizes, pessoalmente, profissionalmente... mas ele vai tratando cada um... exatamente como são: ÚNICOS!!!


Cada um de nós pode ser mais útil se aprender a olhar as pessoas através de janelas ao invés de espelhos.


É só uma questão de olhar.


(Texto - Trecho de uma entrevista para monografia. Autor: Profº Mário Ângelo Braggio)